Eram feitos de saco plástico, dois homens e duas mulheres. A arte móvel, viva, andante. Chamavam a atenção de quem passava e encantavam com a magia que só eles sabiam ter naquele exato momento. Misturados com o vídeo, iniciaram seus movimentos loucos e ímpares, semelhante a nada visto antes. Aquele som os envolvia de tal forma, que o real e irreal passaram a habitar o mesmo espaço, sem se importar com o que se passava lá fora. As imagens do retroprojetor chocavam-se com o branco dos corpos e assistiamos as cenas do filme a partir do pé, da mão, da cabeça e costas dos artistas. E eu lá, quieta...
(relatos de um sábado a noite)
Nenhum comentário:
Postar um comentário